
Alguns momentos na vida tocam a alma de um jeito que palavras quase não dão conta de expressar. Foi exatamente isso que senti quando recebi o convite para voltar ao Colégio Brasilis, a escola onde estudei por tantos anos, para falar sobre a minha profissão: tradutora. Mas o que tornou essa experiência ainda mais emocionante foi o fato de que o convite partiu da minha mãe — que hoje é a coordenadora pedagógica da escola.
Falar sobre minha profissão de tradutora jurídica naquele lugar que me formou, não só academicamente, mas como pessoa, foi uma honra que jamais esquecerei. Reencontrar os corredores, as salas, os rostos familiares, agora de uma nova perspectiva, despertou em mim uma profunda gratidão.
A palestra foi ministrada em inglês. Uma escolha pensada para conectar minha trajetória profissional ao incentivo ao bilinguismo, algo que sempre foi valorizado no Colégio Brasilis. Os alunos não apenas ouviram, mas participaram ativamente. Eles fizeram perguntas em inglês e demonstrando um interesse genuíno em aprender mais sobre a profissão e o idioma.
Falei sobre o que é ser uma tradutora jurídica: uma profissional que atua na ponte entre diferentes sistemas legais e culturais, traduzindo documentos técnicos e sensíveis com precisão, responsabilidade e profundo conhecimento jurídico. Compartilhei os bastidores da profissão, as ferramentas que usamos, o envolvimento da inteligência artificial. Também falei sobre como o inglês foi essencial para abrir as portas da minha carreira.
Mais do que apresentar a profissão, quis mostrar que o caminho até aqui foi feito de escolhas conscientes, de estudos contínuos, de erros que ensinaram e de momentos de superação. Quis mostrar que é possível transformar uma paixão em profissão — e que tudo começa com uma semente plantada lá atrás, muitas vezes dentro da escola.
Ver os olhos atentos dos alunos, ouvir suas perguntas em inglês, sentir a empolgação deles com a possibilidade de usar o idioma na prática… tudo isso me marcou profundamente. Aquela troca foi mais do que um exercício de linguagem — foi um exercício de inspiração mútua.
E, claro, ter minha mãe ao meu lado, não apenas como educadora, mas como alguém que sempre acreditou em mim, tornou tudo ainda mais simbólico. Ela me viu crescer, me viu estudar ali, me acompanhou nas dúvidas e nas decisões. E agora, como coordenadora pedagógica, me trouxe de volta para esse momento tão significativo. Foi um reencontro entre gerações, entre passado e presente, entre mãe, filha e profissional.
Voltar ao Colégio Brasilis como tradutora jurídica e profissional palestrante foi mais do que uma simples apresentação. Foi um reencontro com minhas raízes, um tributo à educação e um lembrete poderoso do quanto a escola tem o poder de transformar vidas. E, acima de tudo, foi um momento de partilha — porque compartilhar o que vivemos e aprendemos é uma das formas mais bonitas de inspirar quem está começando.
Se você também carrega carinho pela escola onde cresceu, considere voltar. Conte sua história. Mostre que sonhos se constroem com esforço, com apoio e com exemplos reais. Eu voltei ao Colégio Brasilis com o coração cheio — e saí de lá com ainda mais certeza de que essa jornada vale a pena.